A hora e a vez do Michelângelo

fevereiro 22, 2013 at 1:34 pm 1 comentário

O blogueiro recebeu é publica o texto de Waldir Lisboa sobre a polêmica obra “A cadeira do Reitor”.

Ressalva que sua crônica (que também pode ser considerada arte) não tratou dos aspectos filosóficos e estéticos da obra e que tem concordância plena com a leitura feita por nosso Michelângelo.

No meu texto quis tratar do problema da cadeira do secretário na SEDUC, que pelo jeito ninguém quer sentar.

Leia o texto:

Uma breve crítica a “Cadeira Reitoral”

Por Waldir Lisboa – Artista Multimídia

Atrever-se a criticar uma obra de arte, é no mínimo uma façanha. Ainda mais quando se trata da arte contemporânea e não tão somente por ser contemporânea, mas pelo discurso estético em que o artista apropria-se de elementos conceituais.

O conceito por si só já é um discurso.

Neste caso, tomaremos como caminho de leitura e entendimento da obra observada, tudo aquilo que nos parece ser um mero cliché mas vai além da mera observação desinformada.

Muita das vezes tomamos como base de prazer, somente o que é confortável e não obstante o que é provocação e nos qualifica a superficialidade.

Discussões filosóficas a parte…

O dito é: “ninguém desconfia do óbvio” e ainda mais quando é o poder que está em foco.

É verdade também que o papel da arte não é e nem deve ser o maneirismo ou seja qual bálsamo para aliviar vícios ou qualquer outra dor.

No meu entendimento da obra, é que o trono nas alturas e numa base precária, nos incomoda por de mais.

O poder além de ser efêmero, instável, é mera vaidade cega do espírito humano.

 cadeira_reitoral

Foto: arquivo pessoal

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A pergunta que não quer calar: Se há algum lugar em Cuba onde os direitos humanos são violados é Guantanamo!

1 Comentário Add your own

  • 1. Paganelli  |  fevereiro 23, 2013 às 3:10 pm

    … gostei da leitura ‘política’ da efemeridade do PODER…mas pq então não construir um pedestal propositalmente de ‘barro’… que expressaria o conceito da ‘temporalidade e precariedade’ do poder?… —- Provavelmente pq não resistiria ao tempo!… mas isso daria e marcaria o valor simbólico e conceitual… no ato de comparar a ‘documentação fotografica’ da obra em pé…e da obra ‘depois’ do esfarcelamento do monte de barro encimado pela cadeira/trono , transformado em lamaçal pelo ‘poder’ efêmero da chuva invernal…

    Responder

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