O primeiro dia

janeiro 1, 2013 at 2:15 pm 1 comentário

sol

O blogueiro acordou preguiçoso. Havia passado a festa de reveillon no seu querido Sat.

Na festa encontrou o Barba, o chefe da torcida organizada RemoSat, e foi logo indagando:

– Por que não tem ninguém no Reveillon do Sat? As casas estão em sua maioria fechada e não vi ninguém festejando pelas ruas.

Barba, explicou:

– Blogueiro, os tempos já não são os mesmos. Na época de FHC e sua gangue ninguém podia viajar e ficávamos no Sat comendo farofa com vinho Dom Bosco.

E continuou:

– Hoje, a realidade é outra. Depois de 10 anos de governo do PT o povo come Peru, Bebe vinho importado e ninguém mais passa a festa de ano novo no Sat. Narcileno, que conserta o teu carro, está curtindo o reveillon de Copacabana. O dono do precito, onde fazes as compras, preferiu curtir a última noite do ano em Nova York. A proprietária do Bazar, onde comprastes os presentes de Natal, foi conhecer Londres. Os desempregados, que quase não existem mais, foram bebericar nas pousadas de Cotijuba. Tem até professor, que diz que ganha mal, que foi visto tomando vinho em Bariloche.

O blogueiro, pensou com a garrafa de champanhe importada:

– Tempos interessantes. Só o que não mudou foi mesmo a gangue do FHC e CIA. Falam tanto em ética, defendem tanto a moral e os bons costumes, mas se atrevem a assaltar até a grana destinada a aposentadoria dos funcionários públicos paraenses:

O dinheiro descontado nos contracheques de 100 mil servidores do Estado e administrado pelo Instituto de Gestão Previdenciária do Pará (Igeprev), que hoje passa de R$ 1,6 bilhão, estaria sob graves indícios de má gestão. Para piorar, o Conselho Estadual de Previdência, cuja missão seria fiscalizar e cobrar transparência do Igeprev na aplicação dos recursos, raramente se reúne, deixando um rastro de preocupação nos servidores, que pouco ou quase nada sabem sobre os caminhos trilhados pelo dinheiro que sai de seu bolso. Dois casos chamam a atenção: o primeiro foi a aplicação de mais de R$ 100 milhões no banco carioca da família do deputado Indio da Costa (DEM), o Cruzeiro do Sul, que em outubro passado sofreu intervenção do Banco Central depois da descoberta de um rombo de R$ 1,3 bilhão.

O segundo caso, foi a aplicação de R$ 12 milhões na corretora de investimentos Drachma, de pouca tradição no mercado de capitais. As duas aplicações tiveram parecer contrário de técnicos e especialistas do Núcleo Gestor de Investimentos do Igeprev e sequer foram discutidas em reunião do Conselho Estadual de Previdência, mas mesmo assim foram realizadas.”

Saiba Mais

Imagem: Google

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Feliz 2013 Zenaldo: Não vale a pena ver de novo

1 Comentário Add your own

  • 1. Sâmia Silva  |  janeiro 2, 2013 às 1:56 pm

    Bom-dia, professor! Feliz Ano-Novo!

    Pincei esta do blog do Yúdice

    Nepotismo e a velha técnica
    E o prefeito Zenaldo Coutinho já chega mostrando serviço: nomeou o irmão Augusto César Neves Coutinho para a importante Secretaria Municipal de Administração, dando-lhe naturalmente o controle de uma unidade orçamentária muito bem dotada.

    Não bastasse isso, a Fundação Cultural do Município de Belém será gerida por Heliana da Silva Jatene, parente do governador, apoiador-mor da candidatura do prefeito.

    Parabéns, Zenaldo. Você começou bem.

    Mas para que não digam que só faço críticas, deixo registrado o meu elogio à nomeação de Maria Cristina César de Oliveira para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Minha queridíssima professora de Direito Administrativo, responsável por eu ter-me apaixonado pelo Direito Ambiental, foi também orientadora da minha monografia de conclusão de curso. Professora de carreira da Universidade Federal do Pará, com doutorado inclusive, vem emprestar o seu enorme preparo e competência à gestão municipal, numa área em que tem domínio.

    ***

    E para confirmar que é um perfeito tucano, Zenaldo também anunciou que reduzirá em 30% o número de cargos comissionados do Executivo municipal. Almir Gabriel e Simão Jatene também fizeram isso. Um ano depois, havia mais assessores especiais do que antes de tomarem posse.

    O problema não é o número de cargos comissionados, mas onde essas pessoas estão lotadas, as razões pelas quais foram nomeadas, seus sobrenomes e ligações partidárias e, acima de tudo, se trabalham de fato, se trabalham bem. Mas estas questões são sempre jogadas para baixo do tapete porque, afinal de contas, o que interessa para o governante do momento é passar a imagem de probidade e eficiência, apostando no velho apotegma de que a primeira impressão é a que fica.

    Mais do mesmo.
    A culpa é de Yúdice Andrade às 10:39:00 Nenhum comentário:
    Marcadores: Belém, governo

    Responder

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