O Príncipe

novembro 11, 2012 at 12:36 pm 2 comentários

Amanheci relendo O Príncipe em sua versão em língua Inglesa.

Maquiavel é um gênio, cujo o nome injustamente foi transformado em sinônimo de atrocidade.

Ele nunca cometeu sequer uma maldadezinha na vida.

Muito pelo contrário, foi injustamente arrolado numa conspiração contra os Medici, torturado e perdeu a condição diplomata exemplar.

Maquiavel nunca afirmou que os fins justificam os meios. Olha que já reli mais de 30 vezes o livro a procura da tal assertiva e não encontrei a frase atribuída ao gênio Florentino, que foi enterrado ao lado de Leonardo da Vinci.

Quanto aos meios esse sim é objeto de seus estudos.

Em seu clássico da Ciência Política ele ensina que um bom Príncipe não é necessariamente um homem bom e mostra que ele deve se utilizar de todos as maneiras possíveis, as legais e as ilegais, para obter e manter o poder.

Bórgia seria um homem depravado, desprovido de humanidade por ter convidado seus desafetos para uma reunião de paz e aproveitado a oportunidade para assassinar todos os seus convivas?

Ora, se os resultados são alcançados é isso que conta na política.

Afinal, o bom Príncipe deve ser temido pelos súditos e adversários (Better to be Loved or Feared?). Ele não precisa ser amado e muito menos odiado.

Vejamos o caso do chamado mensalão.

FHC teria agido de forma equivocada e atentado contra ética e os bons costumes ao comprar sua releição no Congresso Nacional?

Para Maquiavel, que se interessa pela política real, era uma atitude perfeitamente justificável pelas circunstâncias.

Se ele conseguiu aprovar a releição e foi o primeiro político brasileiro a ser reeleito, nada a contestar.

Ah!! FHC havia lido a obra!!!

Acontece que Maquiavel separou a política da religião e da ética.

Para ele o Prefeito de Macapá, O Clécio do Psol, não cometeu nenhum pecado ao aceitar o apoio do PFL.

Senão o fizesse não seria agora o alcaide no Marco Zero.

Ainda vem estes analfabetos políticos do Psol quererem execrar o aprendiz de Príncipe psolista.

Aliás, se O Edmilson, o príncipe criança, não ficasse elaborando aquela tese inútil de doutorado, que ninguém sabe do que se trata e se dedicasse a estudar a obra de Maquiavel, hoje seria ele e não Zenaldo o senhor do Principado de Belém!!!!

Adoro Maquiavel, ele é meu farol.

Escreveu um manual de poder para os poderosos, mas estava a desnudar os príncipes para as classes dominadas!

Se um dia voltar a SEDUC, espero que nunca aconteça, vou mandar adquirir The Prince, versão história em quadrinhos, e distribuir para todos os alunos(as) da rede estadual de ensino, começando com os alunos(as) do ensino fundamental.

Não vou mandar distribuir para os professores(as). Esses a cada eleição acabam escolhendo o Príncipe errado.

Não tem jeito!!!

Imagem: Google

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Crise dos infinitos Psois PIG: quando a casa cai

2 Comentários Add your own

  • 1. Marly Mago  |  novembro 11, 2012 às 5:03 pm

    Ótimo texto, professor. Maquiavel é sempre atual.

    Responder
  • 2. carlos silva  |  novembro 13, 2012 às 1:53 pm

    é PENA QUE NÃO NÃO FOI FEITO A DISTRIBUIÇÃO DO PRINCIPE ENQUANTO OS LULISTAS MANDAVAM NO PARA E GOVERNAVAM PARA A AVENIDA PAULISTA, MASACRAVAM A NOSSA INDUSTRIA MADEREIRA PARA ATENDER INTERESSES ESTRANHOS AO POVO PARAENSE, DEPOIS PERDER A ELEIÇÃO FOI APENAS …

    Responder

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