E numa sala de informática qualquer…

novembro 8, 2012 at 10:02 am 4 comentários

Por Professor indignado

A funcionária da escola chega com a professora e diz:

– Professora a turma “A” só terá as suas aulas e estas serão as últimas, eles ficarão 4 aulas lhe aguardando.

A professora responde:

-Não posso adiantar as aulas, pois eles terão provas na semana que vem e preciso concluir o conteúdo.

A professora apresenta como sugestão que os alunos aguardem na sala de informática da escola.

A funcionária satisfeita com a solução dirige-se ao professor da sala de informática.

– Professor a turma “A” está sem aula, eles podem ficar aqui?

O professor responde:

– Não, é que a internet não está funcionando.

A funcionária retorna com a professora.

– Professora, eles não poderão ficar na sala de informática, pois não tem internet.

A professora apresenta a réplica:

– Não tem problema, eu faço uma atividade na qual eles possam utilizar o editor de texto.

A funcionária recobra o ânimo e retorna ao professor da sala de informática.

– Professor, os alunos podem usar o editor de texto, a professora disse que não precisaria de internet.

O professor da sala de informática apresenta nova objeção:

– Mas só tem 10 computadores em uso.

A frustração fica estampada no rosto da funcionária, que meio sem jeito, volta a dialogar com a professora.

Esta novamente contra-argumenta e elabora nova estratégia:

Vai até a sala de aula e descreve a atividade que será feita no editor de texto, propõe que os alunos a façam em equipe de três, assim, os quase 30 alunos da turma poderão utilizar os 10 computadores disponíveis na escola.

E para não ouvirem nova objeção, vão as duas, professora e funcionária, até a sala de informática. Organizam, a entrada dos alunos e estes veem assegurado seu direito a estudar e aprender.

Graças a insistência da funcionária, verdadeira heroína, não se colocou em prática mais uma vez a solução mais fácil: dispensar os alunos.

Esta é uma história de ficção.

Interpretação do texto

Marque as alternativas corretas:

a) Os computadores da escola não funcionam por não receberem a devida manutenção.

b) Na escola não tem internet, o NAVEGAPARÁ, parou.

c) O professor da escola não está motivado, não busca meios para contornar os problemas e garantir o atendimento dos alunos.

d) Os alunos são os grandes prejudicados pela falta de investimento e comprometimento do professor.

Se o leitor desejar pode marcar mais de uma alternativa.

É isso aí… Um dia as salas de informática foram bem mais importantes para alunos e professores das escolas públicas.

Imagem: Google

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Dilma, os royalties, a educação e os 220 deputados picaretas Qual é doutor?

4 Comentários Add your own

  • 1. Erikson Luiz Santa Brígida  |  novembro 8, 2012 às 4:33 pm

    Infelizmente essa é mais dura realidade das escolas públicas de nosso Estado. Trabalho em duas escolas, sendo que as duas tem pelo menos, uns 20 computadores. Nunca consigo utilizar a sala, pois no máximo ficam apenas uns 5 funcionando a internet e os outros estão com defeito. Aqui jaz Navega Pará. o governo do PSDB está se lixando para ele.

    Responder
  • 2. Professor indignado  |  novembro 9, 2012 às 7:18 pm

    Professor o problema começa na SEDUC que não tem um projeto de educação, muito menos um para o uso das TIC nas escolas públicas. A SEDUC enterrou a formação continuada, o NAVEGAPARÁ e a manutenção dos computadores das escolas…

    Depois intermediariamente a responsabilidade chega aos NTEs que também recuaram na proposta de assessoramento e do trabalho no chão das escolas, voltaram aos tempos do isolamento, do trabalho burocrático. O que ainda salva os núcleos são os cursos do PROINFO.

    Depois vem a responsabilidade dos diretores de escolas que indicam os seus apadrinhados para os espaços pedagógicos com pouco ou nenhum compromisso com os estudantes. Mesmo quando os diretores não indicam os seus apadrinhados, eles pecam por não acompanhar pedagogicamente e não cobrar e eficiência do trabalho executado.

    Os professores, por sua vez, olhando o exemplo que vem de cima e com a sensação de que não serão cobrados, também negligenciam, também recusam-se a prestar um bom serviço aos alunos.

    Aí quem paga o pato, como se diz na gíria, é o coitado do aluno, que vê em sua escola uma biblioteca, um laboratório multidisciplinar, uma sala de informática e mesmo assim continua assistindo as tradicionais aulas, baseadas na exposição oral do professor, isto é, quando tem professor.

    A situação só vai melhorar quando os alunos se rebelarem, quando eles entenderem o quanto estão sendo logrados em seus direitos.

    Dos alunos ainda espero alguma coisa, dos demais citados aqui, não espero mais nada.

    Responder
  • 3. Anônimo  |  novembro 10, 2012 às 2:48 pm

    Ah! Bons tempos aquele! Tenho saudades…

    Responder
  • 4. Marcelo Carvalho  |  novembro 10, 2012 às 6:25 pm

    Li o comentário do professor indignado, concordo com quase tudo, menos a conclusão.

    Todos erram ou se omitem e caberá ao aluno lutar por uma solução?

    Ele é a vítima, o usurpado.

    Quem tem que resolver é a gestão pública, o governo.

    Os professores devem assumir a sua parte, afinal são pagos para ministrar aulas. Se as condições não são adequadas que lutemos e denunciemos, mas sem abdicar de nosso profissionalismo.

    Responder

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