Archive for maio 21, 2011

O fim do mundo

Já é dia 22 no outro lado do mundo.

Infelizmente, o mundo não acabou.

O tal terremoto não dizimou a terra.

O Conjunto Satélite, onde vive o blogueiro, está intacto e as pessoas continuam cuidando de sua vidinha.

Tem gente nos bares, na cacimba e as crianças continuam a brincando na pracinha que homenageia o meu amigo de adolescência Sérgio Luiz, o Serginho, que foi arrebatado na flor da juventude.

Firefox, meu cachorrinho, continua dormindo o sonho dos anjos em minha cama.

Quando acordar vai me olhar como de costume e pedirá pra fazer uma caminhada na pacata e silenciosa travessa We-8.

Ele me dirá:

_ Blogueiro, não foi desta vez, como desejavas!!!

Nada de estranho aconteceu. O mundo continua a girar e ninguém foi arrebatado.

Absolutamente ninguém!!

Nem os fanáticos seguidores da seita movimento cristão Family Radio Worldwide.

Nem os cidadãos de Nova York, os habitantes do Afeganistão, os frequentadores da praia de Alter do Chão ou os meninos do Tibet.

Nem este blogueiro cansado de guerras. Ainda que assim o desejasse!!!

Tudo continua absolutamente em seu lugar: a vida, a rotina, os compromissos, as declarações de amor, nascimentos, partidas, dor, alegria, felicidade e os infortúnios.

A vida prossegue previsível e preguiçosa neste sábado em que Deus não nos arrebatou.

Por que o criador de todas as coisas deveria ser preocupar com uma espécie que se especializou em predar?

Que se acha mais inteligente do que ele.

Que mata, rouba, explora seus semelhantes, guerreia, estupra, se vinga e destrói todas as coisas belas que encontrou na face da terra.

Que despreza suas crianças e fabrica necessidades e sonhos.

É melhor continuarmos vivendo nossa vidinha.

Ah, mas, ainda, tem o calendário Asteca !!!!!

12 de dezembro de 2012.

A data é infalível já anunciou um profeta.

Nesse dia, o mundo vai acabar pra felicidade do blogueiro.

Imagem: Google

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maio 21, 2011 at 9:16 pm 4 comentários

Aonde estavam os professores(as) da Escola de Emaús?

Ontem, dia 20 de maio, a equipe da blitz da educação da Rede Globo esteve em Belém para mostrar um pouco da realidade da educação em nosso estado.

Visitaram a Escola Cidade de Emaús e Escola Tenente Rego Barros, que possuem o pior e melhor IDEB: 1.4 e 6.9.

A partir do que viram nas escolas traçaram uma tese no mínimo interessante: a realidade de sucessivas greves, a ausência de disciplina e de gestão qualificada nas escolas contribuem para o baixo desempenho dos alunos(as) da rede pública estadual no Ideb.

O blogueiro não tem dúvida que tais questões sejam alguns dos fatores que prejudicam a qualidade do ensino na escola, mas não são os únicos a sepultar sonhos como a da aluna Luane – estudante da Escola Cidade de Emaús, que deseja ser juíza e acredita que mesmo nas condições precárias que estuda pode realizar o seu sonho de menina.

Indefinições em relação a implantação do Plano de Cargos e Salários (PCCR), ausência de acompanhamento pedagógico das escola, problemas de infraestrutura, violência, mau gerenciamento das escolas e falta de investimento na melhoria das condições de trabalho são fatores que reproduzem anualmente o fracasso escolar na rede estadual de ensino.

É lógico que temos muitas escolas que driblam essa realidade.

Escolas, onde a boa gestão, aliada ao compromisso político dos professores(as) e a participação da família se tornam um verdadeiro oásis de ensino de qualidade, possibilitando aos alunos(as) aprender e sonhar com um futuro de pleno direito e felicidade.

A blitz da educação acabou colocando o dedo na ferida, em relação ao tipo de sindicalismo conservador, corporativista – que não leva em conta os interesses dos país e alunos – praticado em terras paraoaras.

Se os professores(as) da Escola Cidade de Emaús não estavam na escola e paralisaram suas atividades para participar da reunião da categoria, por que não estavam presentes na assembleia, conforme foi constatado pela reportagem da Rede Globo?

O problema é que para uma parcela de nossa categoria paralisações e greves são sinônimos de feriadão.

E o resultado dessa prática (considerada normal entre nós professores) é o abandono de nossos alunos(as) e a reprodução do fracasso escolar.

A quem interessa o desmonte do ensino público?

E quanto a Luane?

Até quando ela continuará lutando pra realizar seus sonhos?

Eu não sei. Mas ela tem uma boa lição pra nos ensinar:

nunca há tempo, sempre tem tempo para gente ser alguma coisa na vida”.

Veja a reportagem completa:

maio 21, 2011 at 1:28 pm 2 comentários


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