Archive for maio 15, 2011

Canteiros

Pode ser até manhã

Sendo claro, feito o dia

Mas nada do que me dizem me faz sentir alegria

(Cecília Meireles)

Ave Cesar

Domingo. Que tal aproveitar o tempo pra ler um artigo que vale a pena ser lido.

Eu recomendo aos leitores(as) do blogue o texto de Leonardo Boff.

O título de seu artigo é Os riscos da arrogância do império.

Não sei se você acreditou naquele belo discurso de Obama que falava de sonhos, justiça e afirmava que nós podemos?

Eu nunca acreditei!

Lembro-me do minha professora de Ciências Políticas na UFPA, que ensinava aos seus jovens alunos que não havia diferença entre o Partido Democrata e o Republicano.

O império será sempre o império.

Ela tinha toda razão!!!!

Nunca acredite em discursos de políticos.

Eles sempre serão a antítese do que falam.

Mas, como afirma Leonardo Boff: “não há impérios eternos”.

E Chegará o momento em que ele será um número a mais no cemitério dos impérios mortos.

Leia o texto aqui:

 A doce ferrada do escorpião…

O Pravda Amarelo, o defensor mor das bandalheiras da ALEPA, em uma nota publicada no RD acusa o deputado Edmilson Rodrigues (o rei só) de ter empregado na ALEPA uma funcionária envolvido em um processo de aquisição de dicionários na SEDUC.

 Um observador mais atento entenderá o significado de tais acusações, ainda, que elas tenham algum fundamento.

 O Pravda Amarelo vai detonar quem se atreva a apurar as maracutaias em que o PMDB e PSDB se envolveram na Assembleia Legislativa.

 Sua estratégia consiste em impedir que o povo descubra que no final do arco-íris existe um pote de ouro, com quinhentos mil reais  mensais destinados a um conhecido político ficha suja de nosso estado.

Releitura: Blogueiro

Aproveito a oportunidade pra publicar um texto que foi deixado na caixinha de comentários do Diário de Um Educador.

O SINJEP VAI MUDAR?

Quinta e sexta-feira ocorreram as eleições para sindicato do judiciário estadual. O blogueiro teve acesso exclusivo a texto que está sendo debatido no interior da chapa da oposição. Só digo uma coisa: o bicho tá pegando lá.

Avaliação preliminar das eleições do SINJEP

A vitória da Chapa 2 – SINJEP EM MOVIMENTO

A vitoria parcial da oposição – Chapa 2 – SINJEP EM MOVIMENTO – nas eleições sindicais dos trabalhadores do judiciário estadual paraense traz à baila importantes reflexões.

Em primeiro lugar, independentemente do resultado final desta eleições a Chapa 2 considera-se vitoriosa. Nas comarcas e locais de trabalho nos quais as pessoas puderam comparar os programas e os candidatos e suas vidas pregressas a ganhamos a eleição de forma expressiva. Nossa tese, de de que o SINJEP está tomado um sindicalismo cansado, feito por carreiristas, que prática o nepotismo que não presta contas e só apresenta à categoria as migalhas oferecidas pelo tribunal foram compreendidas.

Por outro lado nossas propostas para agir frente ao TJE e conseguirmos melhorar a vida do servidor receberam acolhida e adesão entusiasmada. A categoria que acompanha o dia a dia do sindicato nos aceitou como alternativa dinâmica ao marasmo que grassa no SINJEP. E só acreditou nisso porque, ao contrário de outras disputas do passado, não somos meiose da turma que aí está há trinta anos. Somos um grupo novo que se conheceu na luta e cansou da inépcia do SINJEP e de sua postura franciscana em relação aos nossos direitos.

Com todo o carinho e respeito que cada um dos nossos 150 votos merecem (e os 146 eleitores dos adversários) duas sessões carregam significado simbólico.

A primeira é Castanhal, onde mesmo com a Chapa 1 tendo um candidato carismático e combativo os servidores optaram pelo voto na Chapa 2, por não suportarem mais a omissão do Sindicato nos dando a expressiva margem de 13 votos a 08.

A segunda urna é onde reside o coração do assédio moral e descaso aos servidores e a população. Falamos do Lauro Sodré. Nossa crítica ao abandono dos trabalhadores daquele prédio à própria sorte e do acachapamento do SINJEP aos ditames do TJE representada pela medalha concedida em dezembro geraram 20 votos para a chapa 2 e 5 para a situação.

Queremos encerrar essa fala de agradecimento dialogando com os aposentados. Reconhecemos que vocês são pioneiros em relações a nós. Reconhecemos que vocês construíram a Justiça Estadual em condições de trabalho mais precárias que aquelas em que nos encontramos hoje. Reconhecemos que em seu tempos vocês ousaram lutar quando era proibido pensar. Sabemos das perseguições e discriminações sofridas por muitos de vocês. Sabemos que vocês vieram às urnas para defender seu passado. Nem vamos nos chatear com vocês se a sua opção eleitoral comprometer o futuro de nossa categoria.

Mas queremos dizer aos aposentados, com toda a tranquilidade, que aquelas pessoas que vocês conheceram não existem mais. Não passam de zumbis, se banqueteando do sangue dos trabalhadores do judiciário. Temos certeza que se vocês convivessem com o SINJEP de hoje teriam vergonha do que foi feito de sua história. A degradação de nossa sede é um espelho da degradação moral da direção do sindicato. Sabemos que diriam: “não foi para isso que eu lutei e me prejudiquei profissionalmente. Está na hora da mudança”. Ainda assim temos orgulho de sua participação nessas eleições. Se a turma que fez do sindicalismo profissão se dignou a procurá-los depois de dez, quinze ou vinte anos sem lhes oferecer ao menos um café é porque nós representamos uma ameaça real a essa oligarquia enferrujada que se transformou em leiloeira de direitos.

Por fim, queremos dizer à categoria em primeiro lugar que a eleição ainda não terminou. Ainda temos que atingir o quorum. Em segundo lugar, a luta ainda vai começar. Temos muito a conquistar e a avançar. A Chapa 2 – SINJEP EM MOVIMENTO representa o futuro do funcionalismo e do sindicalismo no TJE. Quanto aos supostos companheiros da Chapa 1, só podemos desejar bons sonhos em sua letargia política e sindical.

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maio 15, 2011 at 3:21 pm 7 comentários

Corrupção na ALEPA é destaque nacional

Corram, corram às bancas antes que os peemedebistas e tucanos comprem todos os exemplares da Revista Carta Capital.

Ela traz uma excelente matéria assinada pelo jornalista Leandro Fortes e o seu título é um convite a leitura: “A musa da mamata”.

Segue um extrato do texto jornalístico.

A musa da mamata

Leandro Fortes

12 de maio de 2011 às 12:34h

Por 16 anos, entre 1995 e 2011, Mônica Alexandra da Costa Pinto arrancou suspiros pelos corredores da Assembleia Legislativa do Pará. Alta, morena, de longos cabelos lisos e corpo sempre em forma, tinha 28 anos quando foi contratada para cuidar da emissão dos contracheques dos servidores. Mas em fevereiro deste ano, a funcionária, hoje com 44 anos, revelou-se outro tipo de musa. Abandonada pelos antigos chefes e por um namorado parlamentar decidiu ir ao Ministério Público revelar detalhes de um dos maiores esquemas de corrupção registrados recentemente no País. Um esquema criminoso que, entre 2003 e 2010, pode ter desviado mais de 80 milhões de reais do Legislativo paraense.

De Monica Lewinsky, que mantinha uma relação com a pélvis do ex-presidente Bill Clinton, dos Estados Unidos, a Mônica Veloso, ex-amante do senador Renan Calheiros, não foram poucos os exemplos de mulheres abandonadas que foram à forra contra seus antigos protetores. Poucas possuíam, no entanto, um arquivo de informações tão formidáveis como a dessa nova Mônica, que atualmente monopoliza as atenções da Justiça, da imprensa e da polícia do Pará. Por sete anos, ela foi a principal operadora de um esquema de fraudes da folha de pagamento da Assembleia. Os desvios são estimados em 1 milhão de reais por mês e, segundo ela, beneficiavam ao menos dois ex-presidentes da casa: o ex-deputado Domingos Juvenil, do PMDB, e o atual- senador Mário Couto, do PSDB.

Couto, um dos mais importantes aliados do atual governador do Pará, Simão Jatene, foi presidente da Assembleia Legislativa entre 2003 e 2007, justamente quando se estabeleceu a quadrilha especializada em alterar contracheques, fazer compras superfaturadas, fraudar licitações e assombrar o Legislativo paraense com funcionários fantasmas e servidores “laranjas”. Foi sucedido por Juvenil, que tornou o esquema ainda mais agressivo, mas perdeu o controle da situação e cometeu o grave erro de tentar substituir Mônica Pinto por um afilhado, no início do ano passado.

Leandro Fortes é jornalista, professor e escritor, autor dos livros Jornalismo Investigativo, Cayman: o dossiê do medo e Fragmentos da Grande Guerra, entre outros. Mantém um blog chamado Brasília eu Vi. http://brasiliaeuvi.wordpress.com

Na imagem Mônica Pinto é a nossa Marta Rocha. Duas polegadas a mais nos quadris, a fama e muita histórias de corrupção pra contar.

 

Imagem: Montagem do blogueiro

maio 15, 2011 at 12:25 am 3 comentários


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