Afagos das sensações

Por Waldir Lisboa

Cores

Quando a manhã chega no varal disfarçado de calma

desperto para esse outro lado da consciência que temo

em reproduzir o mofado discurso ,“Realidade”.

Concretude, embriagam minha alma

O torpor, cria ruídos em acordes quase Wagneriano

Busco afagos nas sensações das cores

Cada vez mais se misturam tonalidades que vão do frio ao mais quente tom

Ah! esse exercício de ser e não ser, me enchem de adrenalina

Olho para minhas demandas e o que noto, são apenas paisagem

como uma tela branca.

Não indiferente mas apenas ali, esperando que um gesto pelo menos,

mude o espaço e assim, construindo uma ponte entre meu espírito e minha materialidade.

O desespero dos aflitos, jorram como uma furiosa corredeira de onde o susto emerge em um Grito

de espanto ao se deparar com a enorme queda onde o fundo líquido os espera apenas para continuar na direção mais calma do rio.

É assim que meu ser foi forjado para esse mundo:

quando contemplo os seres e as coisas, minha imaginação entra em ação

os estímulos vem como em um grande banquete

as bandejas repletas de variedades e enchem meus olhos de cores e formas

Um outro dia, escutei um amigo meu Canadense que dizia o quanto as academias da Suíça, estavam

abarrotadas de Teses e dissertações se pelo menos 50% dessas ideias fossem colocadas em práticas, já melhorariam bastante a condição do nosso mundo.

Imagem: Google

março 28, 2013 at 3:57 pm Deixe um comentário

Novos tempos

adeus

A partir de hoje sou aluno do mestrado de Ciência Política da UFPA.

Acho que não terei mais o mesmo tempo pra manter o meu Diário.

Agradeço a paciência de vocês e, principalmente, a companhia, mas os tempos são outros.

Uma coisa é certa o blogue não manterá o mesmo ritmo de atualização.

See you later!!

Imagem: Google

março 11, 2013 at 9:37 am 3 comentários

Dilma e a minha mãe!!

 Minha mãe faz aniversário hoje e recebeu o seguinte telegrama da Presidenta:

Com essa decisão, você, com a mesma renda que tem hoje, vai poder aumentar o consumo de alimentos e de produtos de limpeza, e ainda ter uma sobra de dinheiro para poupar ou aumentar o consumo de outros bens. Desde o mês passado você está pagando uma conta de luz mais barata. Agora, com mais essa redução de despesas, você vai poder equilibrar um pouquinho melhor o seu orçamento doméstico”.

Mamãe, que representa o que pensa a grande maioria do povo brasileiro, tirou da gaveta a sua conta de luz e vociferou:

– Esta mulher de luta já me fez economizar com energia. Agora vai sobrar mais grana das despesas com alimento.

E continuou:

– Como faço, hoje, 85 anos penso que a poupança não é um investimento atrativo. A bolsa demora a dar retorno. Então, eu prefiro mesmo é a liquidez e o retorno rápido do jogo do bicho.

Parabéns, Dona Helaene.

Parabéns pelo seu aniversário.

E em 2014 é Dilma de novo!

Obrigado por fechar o meu corpo contra mau olhado e outras coisinhas.

Afinal, vida de blogueiro não fácil!!!

Ah! Hoje o jogo do bicho está liberado.

Tudo por minha conta!!

mãe

Foto: Arquivo pessoal

março 9, 2013 at 1:17 pm Deixe um comentário

Dia internacional da mulher: a hora e a vez do poeta!

Pancada de Amor…

Antonio Juraci Siqueira

Neste dia dedicado

à mulher, no mundo inteiro,

venho chamar a atenção

para um fato corriqueiro:

a violência cometida

contra a mulher desvalida

pelo próprio companheiro.

Lá no princípio do mundo,

quando Deus fez a mulher,

não a tirou dos pés do homem

mas da costela, o que quer

dizer que a fez companheira

de labor, a vida inteira

e não um objeto qualquer.

Em seu quinto mandamento

Deus a todos ordenou:

Não matarás!” E, no entanto,

o homem nunca respeitou

essa lei santa e sensata,

porque quem ama, não mata,

quem mata, jamais amou.

É preciso dar um basta

neste cenário de horror

combatendo a violência

seja de que tipo for

pois em mulher, diz o dito

neste jargão tão bonito:

não se bate nem com flor!

Vida é centelha divina,

seja de crentes, ateus,

negros, brancos, amarelos,

pardos, nobres ou plebeus.

Toda e qualquer violência

contra a mulher, fere a essência

de Maria, mãe de Deus.

Este fato vergonhoso

pelo mundo e no Brasil,

tem por pivô, muitas vezes,

o ciúme doentio,

sentimento negativo

que quem tem vive cativo

em seu funesto gradil.

O ciúme é uma doença

para a qual não tem vacina

vem disfarçado de amor

e o próprio amor elimina.

Rosa seca sem perfume

é como eu vejo o ciúme

com sua garra assassina.

É preciso combater

um ditado que corrói

com a falácia de que

pancada de amor, não dói”.

E se a mulher se calar,

será rosa a perfumar

a mão de quem a destrói.

Denunciar é tarefa

de toda a sociedade

combatendo, dessa forma,

tanto horror, tanta maldade.

Quem sabe e não denuncia,

ao próprio agressor se alia

em favor da impunidade.

Pela paz em nossos lares,

lutarei onde estiver

e aos homens do mundo inteiro

faço ( aceite quem quiser)

esta proposta bacana:

todo dia da semana

seja o “Dia da Mulher”!

diamulher

Imagem: Google

março 8, 2013 at 7:28 pm Deixe um comentário

Jatene não está bem. Por quê escondem isso?

Por Carlos Mendes* (via facebook)

Um amigo de São Paulo me dá uma informação inquietante: o governador Simão Jatene não está bem saúde e deve demorar pelo menos mais 30 dias em observação até que efetivamente seja liberado de qualquer problema clínico. Por ora, seria um risco liberá-lo para atividades normais de governo, com todo o estresse que isso acarreta.

Na verdade, segundo o amigo, que é médico, Jatene teve complicações após a colocação de stents no coração e sua pressão teria necessitado de controle mais rigoroso. O amigo observa que isso deveria ter constado do boletim médico sobre o verdadeiro estado de saúde do governador, mas não sabe se isso foi feito, ou se a informação ficou restrita aos círculos familiares.

“Jatene ficou mal, mas ainda não está bem”, concluiu o amigo. A assessoria do governador deve vir a público prestar os devidos esclarecimentos. Não costumo dar crédito a boatos ou disse-me-disse, a não ser que confie na fonte. Pois esta fonte que me deu a informação, pára mim, até prova em contrário, merece credibilidade.

*jornalista e correspondente do jornal “O Estado de São Paulo”

jatene

Imagem: Google

março 7, 2013 at 7:20 pm 1 comentário

A hora e a vez do LULA

Se você não estuda Inglês procure urgentemente um curso grátis na internet.

Aqui em casa todo mundo estuda o idioma dos imperialistas.

O Yuri, o sabichão, fala e escreve fluentemente.

Até os meus dois cachorrinhos estão no básico 1.

Latin America After Chávez

By LUIZ INÁCIO LULA da SILVA.

HISTORY will affirm, justifiably, the role Hugo Chávez played in the integration of Latin America, and the significance of his 14-year presidency to the poor people of Venezuela, where he died on Tuesday after a long struggle with cancer.

However, before history is allowed to dictate our interpretation of the past, we must first have a clear understanding of Mr. Chávez’s significance, in both the domestic and international political contexts. Only then can the leaders and peoples of South America, arguably the world’s most dynamic continent today, clearly define the tasks ahead of us so that we might consolidate the advances toward international unity achieved in the past decade. Those tasks have gained new importance now that we are without the help of Mr. Chávez’s boundless energy; his deep belief in the potential for the integration of the nations of Latin America; and his commitment to the social transformations needed to ameliorate the misery of his people.

Mr. Chávez’s social campaigns, especially in the areas of public health, housing and education, succeeded in improving the standard of living of tens of millions of Venezuelans.

One need not agree with everything Mr. Chávez said or did. There is no denying that he was a controversial, often polarizing, figure, one who never fled from debate and for whom no topic was taboo. I must admit I often felt that it would have been more prudent for Mr. Chávez not to have said all that he did. But this was a personal characteristic of his that should not, even from afar, discredit his qualities.

One might also disagree with Mr. Chávez’s ideology, and a political style that his critics viewed as autocratic. He did not make easy political choices and he never wavered in his decisions.

However, no remotely honest person, not even his fiercest opponent, can deny the level of camaraderie, of trust and even of love that Mr. Chávez felt for the poor of Venezuela and for the cause of Latin American integration. Of the many power brokers and political leaders I have met in my life, few have believed so much in the unity of our continent and its diverse peoples — indigenous Indians, descendants of Europeans and Africans, recent immigrants — as he did.

Mr. Chávez was instrumental in the 2008 treaty that established the Union of South American Nations, a 12-member intergovernmental organization that might someday move the continent toward the model of the European Union. In 2010, the Community of Latin American and Caribbean States leapt from theory to practice, providing a political forum alongside the Organization of American States. (It does not include the United States and Canada, as the O.A.S. does.) The Bank of the South, a new lending institution, independent of the World Bank and the Inter-American Development Bank, also would not have been possible without Mr. Chávez’s leadership. Finally, he was vitally interested in fostering closer Latin American ties with Africa and the Arab world.

If a public figure dies without leaving ideas, his legacy and his spirit come to an end as well. This was not the case for Mr. Chávez, a strong, dynamic and unforgettable figure whose ideas will be discussed for decades in universities, labor unions, political parties and anyplace where people are concerned with social justice, the alleviation of misery and the fairer distribution of power among the peoples of the world. Perhaps his ideas will come to inspire young people in the future, much as the life of Simón Bolívar, the great liberator of Latin America, inspired Mr. Chávez himself.

Mr. Chávez’s legacy in the realm of ideas will need further work if they are to become a reality in the messy world of politics, where ideas are debated and contested. A world without him will require other leaders to display the effort and force of will he did, so that his dreams will not be remembered only on paper.

To maintain his legacy, Mr. Chávez’s sympathizers in Venezuela have much work ahead of them to construct and strengthen democratic institutions. They will have to help make the political system more organic and transparent; to make political participation more accessible; to enhance dialogue with opposition parties; and to strengthen unions and civil society groups. Venezuelan unity, and the survival of Mr. Chávez’s hard-won achievements, will require this.

It is without a doubt the aspiration of all Venezuelans — whether aligned with or opposed to Mr. Chávez, whether soldier or civilian, Catholic or evangelical, rich or poor — to realize the potential of a nation as promising as theirs. Only peace and democracy can make those aspirations a reality.

The multilateral institutions Mr. Chávez helped create will also help ensure the consecration of South American unity. He will no longer be present at South American summit meetings, but his ideals, and the Venezuelan government, will continue to be represented. Democratic camaraderie among the leaders of Latin America and the Caribbean is the best guarantee of the political, economic, social and cultural unity that our peoples want and need.

In moving toward unity, we are at a point of no return. But however steadfast we are, we must be even more so in negotiating our nations’ participation in international forums like the United Nations, the International Monetary Fund and the World Bank. These institutions, born from the ashes of World War II, have not been sufficiently responsive to the realities of today’s multipolar world.

Charismatic and idiosyncratic, capable of building friendships, communicating to the masses as few other leaders ever have, Mr. Chávez will be missed. I will always cherish the friendship and partnership that, during the eight years in which we worked together as presidents, produced such benefits for Brazil and for Venezuela and our peoples.

Luiz Inácio Lula da Silva, the president of Brazil from 2003 through 2010, is the honorary president of the Instituto Lula, which focuses on Brazil’s relations with Africa. This essay was translated by Benjamin Legg and Robert M. Sarwark from the Portuguese.

venezuela

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março 7, 2013 at 10:49 am 1 comentário

A voz e a vez dos excluídos

Por João Salame *

Muitos críticos podem dizer que o PT se transformou e, em alguns casos, para pior. Que se rendeu a velhas práticas da política. Há muito de verdade nisso.

Mas o partido não consegue ser superado por outras organizações de esquerda porque mantém ainda sólido vínculo com a maioria da população deserdada das políticas públicas.

Não gosto de personalizar as coisas, aposto muito nas ações coletivas, mas essa façanha se deve muito a intuição política de uma personalidade: Lula. Ele mesmo. Tão defenestrado por seus adversários nos últimos dias. Mas cada vez mais amado pelas parcelas menos favorecidas da sociedade.

No início da década de 80, Lula entendeu que a velha forma de representação política da esquerda, representada pelo partido comunista, havia falido. Que a concepção autoritária de partido não dava mais conta dos anseios da sociedade. Identificou que era hora de colocar as grandes massas como agente político e comandou a organização do setor de vanguarda do operariado, através do sindicato dos metalúrgicos de São Bernardo do Campo, berço do sindicalismo combativo.

Viu mais longe: enxergou a necessidade de estimular a participação política dos deserdados, dos que não tinham vaga nos partidos para se candidatar e lançou-se na organização do Partido dos Trabalhadores. Estimulou ainda instrumentos como o orçamento participativo, formação de conselhos e outras formas de representação popular. Em pouco tempo, nas Câmaras Municipais, Assembleias Legislativas e no Congresso Nacional começaram a aparecer trabalhadores rurais, operários, domésticas, semianalfabetos, negros, homossexuais e outros segmentos discriminados da sociedade.

O sindicalismo se fortaleceu. O PT conquistou o poder central. As coisas começaram a mudar. Em muitos casos para melhor. Em outros para pior. O chamado mensalão é apenas um produto de uma mudança de postura em relação ao status quo. O sindicalismo e o movimento estudantil perderam autonomia e passaram a representar corporações a cada dia mais interessadas em sua autopreservação e sem nenhum compromisso com as causas maiores da sociedade.

O movimento de professores, do funcionalismo, dos trabalhadores rurais e de diversos segmentos organizados descolaram-se da sociedade. Ao contrário, passaram a brigar contra ela exigindo cada vez mais recursos públicos em benefício próprio, e deixando de lado o sentimento de generosidade para com os setores excluídos.

Para deter um pouco essa pressão cada vez maior por nacos do dinheiro público editou-se a Lei de Responsabilidade Fiscal, uma cria do PSDB, mas que logo o PT e todos os democratas entenderam como instrumento correto para deter a completa sangria dos recursos públicos. Talvez esteja na hora de debatermos não o máximo que deve ser gasto com o funcionalismo, mas o mínimo que deve ser gasto dos recursos públicos com a sociedade através de políticas públicas.

De outro lado, os partidos políticos e suas lideranças, representando essa “nova organização” da sociedade, também aumentaram seu apetite pela autopreservação. A consequência foi o aumento das verbas parlamentares, do empreguismo, dos privilégios, das benesses. No Judiciário ocorreu o mesmo movimento.

Lideranças políticas e movimento social organizado se deram às mãos para comandar o orçamento público. A briga é para saber quais partidos e seus aliados comandam o botim. Dirigentes partidários, prefeitos, vereadores, deputados, senadores, governadores, secretários, ministros, o poder judiciário, o funcionalismo público e meia dúzia de empresários representam menos de 3% da população no Brasil, nos Estados e nos Municípios. No entanto, na maioria das vezes, abocanham mais de 90% dos recursos públicos.

Não sobra dinheiro pra melhorar a saúde, a educação, a infraestrutura das cidades. Uma verdadeira casta que se consolidou e sangra os recursos públicos. Com raras e honrosas exceções.

Quando a essa casta se agregam algumas categorias organizadas da sociedade o controle sobre o orçamento é quase total. Não sobra praticamente nada para a grande massa de excluídos. Daí o PT, em muitas cidades, já começar a ser enxergado como igual aos demais. Ter começado a perder sua natureza transformadora, por ter se rendido a essas corporações.

Como o governo federal tem mais recursos que os estaduais e municipais, existe no orçamento da União uma margem um pouco maior de manobra para conceder um pouco mais aos excluídos. Isso mantém a fleuma do PT.

Lula entendeu na década de 80 que a vez era do movimento social organizado. O PT “bombou”. De uns tempos para cá ele percebeu que é a vez dos excluídos. Consolidou o bolsa-família como política compensatória para os segmentos mais fragilizados e desorganizados da sociedade e empreendeu várias outras políticas para esses setores.

Ainda é pouco.

Na última quinta-feira participei do 14º. Encontro Nacional do Morhan – o movimento que combate o preconceito e luta em defesa dos hansenianos. Tive a honra de ser um dos 35 personagens homenageados pelo movimento.

Lula estava lá.

No seu discurso foi na ferida: “os empresários, os professores, o pessoal da cultura, os sindicatos, conseguem muito do que querem junto ao governo. E os excluídos? Tudo pra eles é difícil. Nós temos que inverter essa lógica e mostrar que pra eles tudo é possível”, falou.

Foi ovacionado.

Foi emocionante.

Enquanto boa parte da esquerda, inclusive a que se diz revolucionária, continua presa aos velhos clichês, continua aprisionada pelo corporativismo de boa parte dos líderes sindicais e da chamada sociedade civil organizada, Lula percebeu, ainda que intuitivamente, que o Estado precisa distribuir mais seus recursos para os deserdados.

(mais…)

março 6, 2013 at 12:55 pm 2 comentários

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